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‘Crueldade indescritível’: Governo Trump cancela cerimônias de cidadania em Massachusetts de última hora

Imigrantes de “países de risco” foram barrados minutos antes do juramento em Boston. Medida afeta residentes legais que já haviam sido aprovados no processo.

O sonho da cidadania americana transformou-se em pesadelo para diversos imigrantes em Massachusetts na última semana. Sob novas diretrizes do governo Trump, o Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) começou a cancelar abruptamente as cerimônias de naturalização de pessoas originárias de nações classificadas como “países de alto risco e preocupação”.

A medida, descrita por defensores dos direitos dos imigrantes como um ato de “crueldade indescritível”, afeta portadores de Green Card que já haviam passado por todo o rigoroso processo de verificação e estavam a um passo do juramento final.

O caso de Faneuil Hall

A confusão e o desespero ficaram evidentes na última quinta-feira no histórico Faneuil Hall, em Boston. Uma imigrante haitiana de 55 anos, residente nos EUA há mais de duas décadas, compareceu ao local esperando se tornar cidadã. Em vez disso, segundo relatos da organização Project Citizenship, ela e outros foram questionados por funcionários do USCIS sobre seus países de origem.

Aqueles cujas respostas coincidiam com a lista de restrições do governo foram retirados da fila e informados de que suas cerimônias estavam canceladas.

“Ela construiu sua vida aqui. Que isso aconteça com ela e com outras pessoas como ela é um ato de crueldade indescritível”, desabafou Gail Breslow, diretora executiva do Project Citizenship, ao Boston.com.

Segurança Nacional como justificativa

As novas restrições baseiam-se em um memorando divulgado na semana passada, instruindo o congelamento de processos de imigração de certos países para uma “reavaliação individual”. O governo cita a segurança nacional como motivo, mencionando um recente incidente em Washington, D.C., envolvendo um cidadão afegão.

Um porta-voz do Departamento de Segurança Interna defendeu a ação: “O governo Trump está fazendo todo o possível para garantir que os indivíduos que se tornam cidadãos sejam os melhores entre os melhores. A cidadania é um privilégio, não um direito.”

O USCIS tem agora 90 dias para priorizar uma lista de solicitantes que deverão ser revisados, reentrevistados ou, potencialmente, encaminhados ao ICE (Imigração e Alfândega). Além disso, um novo centro de triagem em Atlanta utilizará inteligência artificial para examinar pedidos de países como Afeganistão e Haiti.

Reações em Massachusetts

A prefeita de Boston, Michelle Wu, filha de imigrantes naturalizados, classificou as políticas como “desprezíveis”. “Isso não reflete quem somos como país… pode levar alguns anos até que possamos viver plenamente de acordo com nossos valores”, disse Wu.

Organizações locais estão em alerta máximo. A Project Citizenship confirmou que 24 de seus clientes já foram afetados, enquanto a Coalizão de Imigrantes e Refugiados de Massachusetts (MIRA) relatou impacto em pelo menos 45 pessoas.

“Se você está agendado para uma cerimônia de juramento, significa que sua cidadania foi aprovada. Você passou por um processo rigoroso”, explicou Breslow. “Retroceder nesse processo é uma desculpa para desencorajar as pessoas… é uma tentativa mal disfarçada de transformar os Estados Unidos em um lugar apenas para certos tipos de pessoas.”

Lucy Pineda, da organização Latinos Unidos en Massachusetts, reforçou o sentimento de exclusão: “Eles não querem que nossa comunidade latina, nossa comunidade migrante, se torne cidadã americana. E isso não está certo.”

Incerteza e Medo

Os imigrantes afetados receberam avisos vagos citando “circunstâncias imprevistas”. O temor agora não é apenas o atraso, mas a possibilidade de ter que reiniciar todo o processo ou, no pior cenário, enfrentar a desnaturalização — uma possibilidade para a qual o presidente Trump já se mostrou “absolutamente” aberto.

Fonte: Boston.com

Zimny Magazine

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