Uma reflexão sincera sobre o tempo que voa, a independência das crianças e a difícil (mas necessária), arte de soltar a mão.
Querido Diário…
Hoje acordei crente que seria apenas mais um dia comum, até ser surpreendida pela vida acontecendo bem diante dos meus olhos: a Lunna colocando a própria mochila, o Gabriel amarrando o tênis sozinho e o Gael decretando, com toda a seriedade, que não é mais um bebê.
Ninguém avisa a gente que o coração de mãe doeria assim. Não é uma dor de tristeza, mas um orgulho que aperta, transborda e nos faz questionar onde foram parar aqueles minutos que, num piscar de olhos, viraram anos. Entre a correria das tarefas, o fechamento das lancheiras e os abraços cada vez mais rápidos, a ficha caiu: eu não estava preparada para deixar de ser o colo em tempo integral. Mas é o ciclo inevitável: à medida que eles ficam grandes, nós somos obrigadas a ficar fortes.
Perrengue da Vez
Hoje o maior desafio foi lidar com essa independência. Foi aceitar que eles já escolhem as próprias roupas, que já dispensam minha ajuda para subir no ônibus e que os beijos na porta da escola agora precisam ser discretos.
Perrengue da Semana

Me peguei organizando fotos antigas e senti o peso do tempo. Percebi que os vídeos de “primeiro passo”, “primeiro dentinho” e “primeiro dia de aula” deram lugar a novos marcos: a primeira competição, o primeiro amigo que muda de escola, o primeiro “não” que eles precisam encarar.
Quem inventou que o tempo passa rápido, com certeza era mãe.
Por isso, deixo aqui a minha dica prática (e de coração):
Guarde as recordações, mas priorize viver o agora. Tire a foto, mas dê o abraço antes. Filme, mas não esqueça de olhar nos olhos. Crescer dói neles um pouquinho, mas na gente dói um montão.
Momento Reflexão

A maternidade é esse eterno dilema de querer segurar mais um pouco, mesmo quando a vida grita: “solta, confia, eles sabem”.
No fim, estamos todos crescendo juntos: eles rumo ao mundo, e nós aprendendo a deixá-los ir sem perder o colo, apenas mudando o tamanho e a forma dos nossos braços.
Com amor,








