Querido Diário…
O ano está acabando e eu acordei naquela clássica confusão mental de quem já não sabe mais em que dia da semana está. Entre planejar uma ceia que ainda só existe na minha cabeça e responder às mil perguntas das crianças sobre os presentes, me peguei pensando: 2025 passou voando ou eu é que estou exausta? A resposta veio logo em seguida: eu sobrevivi. Sobrevivi ao inglês que às vezes trava, às contas que parecem apostar corrida com o salário e àquela saudade do Brasil que aperta sem aviso. Sobrevivi e venci as pequenas batalhas que só quem é mãe e imigrante consegue dimensionar.
O Perrengue do Fim de Ano
O desafio da vez é hercúleo: explicar para os pequenos que “última semana do ano” não é sinônimo de férias eternas. Sim, ainda tem escola, ainda tem compromisso e, para o desespero geral, ainda tem horário para dormir. Manter a rotina enquanto o mundo lá fora parece em festa exige uma paciência que eu nem sabia que tinha no estoque.
Checklist de Sobrevivência da Mãe:
- Comprar presentes sem deixar o orçamento no vermelho.
- Decifrar os bilhetes da escola com o Google Tradutor a postos.
- Fazer um “rewind” mental de tudo o que superamos.
- Inspirar, expirar e fingir calma enquanto o caos organiza o jantar.
Dica Prática da Josi – Edição de Despedida
Minha recomendação para fechar o ciclo com saúde mental: pare de comparar o seu bastidor com o palco de outra pessoa. Celebre as suas conquistas, por menores que pareçam. Tire muitas fotos, mesmo que a casa esteja uma bagunça, porque são as memórias que ficam. E o mais importante: descanse sem carregar a culpa na bagagem.
Perrengue da Semana
Ao fazer minha retrospectiva particular, percebi que dei conta de situações que, em janeiro passado, eu jurava que me derrubariam. Algumas feridas doeram, outras viraram cicatrizes de aprendizado, mas todas, sem exceção, me transformaram em uma mulher mais forte.
Momento Reflexão: Entre nós, mães
O fim do ano não é sobre entregar uma festa perfeita ou ter a casa digna de revista. É sobre resistência, amor e a coragem de recomeçar todos os dias. Entre erros, acertos, lágrimas engolidas e risadas inesperadas, estamos fazendo algo gigante: estamos criando filhos fortes que crescem vendo uma mãe que não desiste. Que venha o próximo capítulo. A gente termina de aprender no caminho.








