Querido Diário…
Hoje acordei pela terceira vez na madrugada com aquele chorinho que começa tímido e termina em um pedido irrecusável de colo. O relógio marcava 2:17, depois 3:41… e às 5h eu já estava oficialmente de pé. Alguém precisa avisar nos manuais de instrução que “dormir a noite toda” é, na verdade, a maior lenda urbana da maternidade! Entre trocas de fralda, pedidos de água, cobertores chutados e medos que surgem do nada no escuro, percebi uma coisa: existem crianças que ainda estão aprendendo a dormir e mães que estão se tornando especialistas em sobreviver ao sono picado.
O Perrengue da Vez
O desafio do dia foi tentar funcionar com o cérebro em modo “nevoeiro” e fingir uma normalidade absoluta enquanto o mundo lá fora corre. Manter a paciência com poucas horas de descanso é um esporte de elite.
Checklist de Sobrevivência da Madrugada:
- Beber o café frio (pela quarta vez no dia).
- Disfarçar as olheiras na base da maquiagem e da fé.
- Ouvir a frase clássica: “Dorme quando ele dormir” (e rir para não chorar, pensando em quem vai lavar a louça ou trabalhar enquanto eu tiro essa soneca imaginária).
O Perrengue da Semana

Tentei implementar a “rotina de sono perfeita” que vi na internet: banho relaxante, historinha, luz baixa e oração. Funcionou? Com certeza! Por exatos 40 minutos. Logo depois, lá estava eu novamente, em pé no quarto escuro, fazendo o “shhh” rítmico, cantando baixinho e pedindo forças para não desmaiar de sono antes da criança.
Momento Reflexão: Entre nós, mães
A verdade é que nem toda criança segue o relógio dos livros e nenhuma fase é eterna. O cansaço é pesado, mas ele passa. As noites eventualmente melhoram, e aquele colo que hoje parece sugar nossas últimas energias, amanhã será a saudade que apertará nosso peito no silêncio da casa. Enquanto o sono não volta ao normal, seguimos exaustas, mas presentes, amorosas e entregando o melhor que o nosso “modo sobrevivência” permite.








