História de uma Leitora
Querido Diário…
Hoje o perrengue emocional começou cedo: o filho dela (que ontem era o bebê do colo), acordou oficialmente adolescente.
Bateu a porta do quarto, pediu “espaço” e soltou um “mãe, não é nada, só me deixa” que acertou o coração dela em cheio.

Entre um suspiro e outro, ela percebeu que a adolescência é tipo um furacão: chega fazendo barulho, muda tudo, desorganiza sentimentos… mas uma hora passa. E quando passa, deixa ali um adulto incrível em construção.
Ser mãe de adolescente é um esporte radical sem manual, sem aviso e cheio de “não me toca”, “me deixa”, “eu sei o que eu tô fazendo”.
Perrengue da Vez
Hoje o desafio foi entender que:
Nem toda porta batida é sobre a mãe.
Silêncio também fala até quando machuca.
Eles pedem distância, mas adoram saber que a gente não foi a lugar nenhum.
Perrengue da Semana
Ela tentou puxar assunto sobre escola, amizades, futuro e ganhou um “mãããe, para!”
Respirou fundo, tomou um café e lembrou que na adolescência dela também existiam portas batidas, choros escondidos e a certeza de que a mãe não entendia nada.
A real é: adolescência dói neles… e dói na gente também.

Dica Prática da Leitora
Respeitar o espaço não significa se afastar.
Um “tô aqui se precisar” vale mais do que mil discursos.
Adolescente não conversa pressionado, só quando se sente seguro.
Não levar pro pessoal: é fase, é emoção sem nome, é crescimento.
Momento Reflexão:
Entre nós
mães de adolescentes,
No meio das portas batidas, dos olhos virados e dos resmungos, essa mãe está ajudando o filho a se entender, a lidar com ondas de emoções novas e a se tornar alguém forte.
E enquanto eles crescem, nós crescemos junto:
mais calmas, mais pacientes, mais resilientes.
Porque amar um adolescente é confiar no invisível e saber que, por trás da porta fechada, eles ainda precisam da gente. E sempre vão voltar.








