Pesquisadores do Mass General Brigham criam ferramenta capaz de ler ressonâncias magnéticas com precisão superior à humana, detectando sinais sutis de doenças neurológicas e tumores.
A inteligência artificial acaba de dar um importante salto no diagnóstico precoce em New England. Pesquisadores do Mass General Brigham (MGB) anunciaram o desenvolvimento do BrainIAC (Brain Imaging Adaptive Core), um modelo de IA treinado em quase 50 mil exames de ressonância magnética que promete identificar doenças como demência e mutações em tumores cerebrais muito antes dos métodos tradicionais.
O “Olho Clínico” da Tecnologia
Liderado pelo Dr. Benjamin Kann, do Programa de IA em Medicina do MGB, o estudo valida a capacidade da ferramenta de identificar padrões complexos que fogem ao olho humano. O BrainIAC consegue:
- Prever o risco de demência: Identifica biomarcadores antes mesmo do paciente notar qualquer perda de memória.
- Calcular a “idade do cérebro”: Avalia se a saúde neurológica está condizente com a idade cronológica.
- Análise Oncológica: Detecta mutações em tumores e prevê taxas de sobrevida em casos de câncer cerebral.
Cautela e “Testes Silenciosos”
Apesar do entusiasmo — com o Dr. Kann afirmando que as possibilidades são “ilimitadas” — a ferramenta ainda está em fase de pesquisa. Para garantir a segurança dos pacientes, o hospital está realizando “testes silenciosos”: o algoritmo roda em segundo plano, mas suas previsões ainda não são usadas para decidir tratamentos reais.
“Precisamos garantir que a precisão que vemos nos estudos se mantenha quando implementada no cuidado direto ao paciente”, explica Kann.
IA: A Nova Aliada de Massachusetts
O lançamento do BrainIAC reforça o papel de Boston como o principal hub de saúde e tecnologia do mundo. Além do cérebro, o MGB também está testando ferramentas de IA para detectar riscos cardiometabólicos através da análise de gordura corporal, consolidando um “Fevereiro Tecnológico” na medicina local.
Fonte: NBC Boston







