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Pesquisa: Maioria dos pais em Massachusetts apoia proibição de celulares nas escolas, mas exige canal de comunicação

Levantamento aponta que 66% dos responsáveis são a favor do banimento de dispositivos “do início ao fim das aulas”, embora a preocupação com a segurança e emergências permaneça alta.

Uma nova pesquisa realizada em Massachusetts revela um cenário complexo sobre o uso da tecnologia na educação: enquanto dois terços dos pais apoiam medidas rigorosas para banir celulares nas escolas públicas, a maioria também exige garantias claras de que poderá contatar seus filhos em caso de emergência.

O estudo, conduzido pelo MassINC Polling Group a pedido do The Education Trust, ouviu 1.351 pais. Entre aqueles com filhos do 6º ao 12º ano — faixa etária onde 88% dos alunos já possuem celular ou smartwatch —, 66% se disseram favoráveis a uma legislação que proíba a posse de dispositivos eletrônicos pessoais durante todo o período escolar. Desses, 40% afirmaram apoiar a medida “fortemente”.

O dilema da segurança

Apesar do apoio à redução das distrações em sala de aula, a pesquisa expõe a ansiedade dos pais em relação à segurança. Cerca de 63% dos entrevistados condicionaram seu apoio à existência de um método claro e eficaz para contatar os filhos durante o dia letivo.

Elizabeth Neely, mãe de uma aluna de escola pública em Boston, resumiu o sentimento contraditório de muitas famílias em entrevista à State House News Service. Embora compreenda os benefícios acadêmicos da proibição, o medo da violência escolar pesa na balança.

“Eu entendo por que eles querem fazer isso, mas hoje em dia, com o que está acontecendo em outros estados com violência nas escolas e tudo mais, eles precisam dos seus telefones. Isso não é seguro”, disse Neely, citando um incidente anterior na escola da filha onde a notificação oficial demorou horas para chegar aos pais.

Além de emergências, os pais citaram no estudo a necessidade dos telefones para coordenar transporte, suporte à saúde mental e, em alguns casos, lidar com situações de bullying.

Quem apoia a medida?

O levantamento mostrou que o apoio à proibição é transversal, mas varia demograficamente:

  • Grupos raciais: Maior apoio entre pais asiáticos-americanos (48%) e brancos (41%).
  • Renda e Escolaridade: Famílias com renda anual superior a US$ 75 mil e pais com ensino superior tendem a apoiar mais fortemente a medida.
  • Gênero e Idade: Pais (homens) e responsáveis com mais de 45 anos são os mais favoráveis ao banimento.

Cenário Legislativo em Massachusetts

Os dados chegam em um momento decisivo. A Assembleia Legislativa do estado está considerando transformar essa opinião pública em lei estadual.

Em julho, o Senado de Massachusetts aprovou o projeto de lei (S 2561) que institui a proibição “do início ao fim das aulas”. Se aprovada também pela Câmara, a medida exigiria que todos os distritos escolares restringissem o uso de dispositivos a partir do ano letivo de 2026-2027.

A proposta atual prevê exceções para alunos com necessidades médicas ou planos educacionais individualizados e, crucialmente, obriga as escolas a fornecerem um meio alternativo de comunicação entre pais e alunos. O projeto agora aguarda análise da Câmara dos Representantes.

Fonte: NBC Boston

Zimny Magazine

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