Governadora de Massachusetts critica duramente a exigência de dados de beneficiários feita pela Casa Branca; USDA esclarece que alvo são fundos administrativos.
A governadora Maura Healey emitiu uma resposta contundente nesta quarta-feira (3) contra a ameaça da administração Trump de suspender o financiamento do Programa de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP) para estados governados por democratas. Healey classificou a medida como “verdadeiramente revoltante e cruel”.
O conflito escalou após a Secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, alertar durante uma reunião de gabinete na terça-feira que o governo federal pretende reter benefícios destinados a estados democratas. A condição para a liberação seria o fornecimento de informações detalhadas sobre as pessoas que recebem a assistência.
A reação de Massachusetts
Em comunicado oficial, a governadora Healey não poupou críticas à estratégia federal.
“O governo Trump está mais uma vez fazendo política com a capacidade de pais trabalhadores com filhos, idosos e pessoas com deficiência de obterem alimentos”, declarou Healey. “O presidente Trump precisa ordenar à secretária Rollins que libere imediatamente os fundos do SNAP e impeça que mais americanos passem fome.”
O gabinete da governadora informou que, até o momento, Massachusetts não recebeu nenhuma notificação oficial do governo federal formalizando a retenção dos fundos.
Disputa sobre dados e verbas
A exigência de dados dos beneficiários gerou uma onda de processos judiciais por parte de estados liderados por democratas, que buscam impedir a medida.

O que está em jogo?
Para a governadora Healey, a medida ataca diretamente a população mais vulnerável. “Isso é verdadeiramente revoltante”, disse ela, destacando que a disputa política não deve interferir na capacidade de pais trabalhadores e idosos colocarem comida na mesa.
Após a declaração inicial da secretária Rollins, que sugeriu o corte de benefícios, um porta-voz do Departamento de Agricultura (USDA) tentou amenizar o tom, esclarecendo posteriormente que a agência está visando reter os fundos administrativos (usados para operar o programa nos estados), e não os benefícios diretos que a população recebe para comprar alimentos.







