Fevereiro se despede sob o simbolismo do Valentine’s Day. Mas, para além das flores e jantares à luz de velas, este mês nos convida a uma reflexão mais profunda: qual é o verdadeiro poder da imagem nos nossos relacionamentos? Até que ponto a nossa forma de vestir dialoga com a nossa identidade e amor-próprio?
O poder silencioso da imagem
Vocês já conhecem a minha frase preferida: “A imagem é linguagem antes mesmo de você abrir a boca”. Ela antecede a conversa, constrói percepções e transmite intenções. Nos relacionamentos, a imagem comunica cuidado — não apenas com o outro, mas conosco. Vestir-se bem não é vaidade; é consciência de presença. É dizer, sem precisar de palavras: “eu me valorizo”.
Sexualidade com identidade
Fevereiro também evoca a sexualidade, mas é preciso distinguir sexualização de sexualidade. Enquanto uma busca a aprovação externa, a outra nasce da identidade.

A sexualidade elegante é aquela que respeita quem você é. Não se trata de mostrar mais pele, mas de revelar mais essência.
O prazer de se vestir para si
Existe um momento quase sagrado no ato de se arrumar. O instante em que paramos diante do espelho e escolhemos quem queremos ser naquele dia é puro poder.

Vestir-se apenas para agradar alguém pode até seduzir, mas não constrói autoestima. Relacionamentos sólidos são alimentados por admiração, e não apenas por romantismo. E a admiração começa quando reconhecemos o nosso próprio valor e sabemos expressá-lo para o mundo.
Amor-próprio: a tendência que nunca sai de moda
Se fevereiro é o mês do amor, que ele não nos deixe esquecer: o primeiro romance deve ser com o espelho, com a nossa história, nossas curvas, conquistas e sonhos.
Ao encerrar este mês, deixo uma pergunta: você tem se vestido para conquistar alguém ou para celebrar quem você já é?
Seja o reflexo da sua identidade e de quem te criou. Seja o reflexo de uma pessoa amada, segura e poderosa o suficiente para alcançar tudo o que sonhou.
Com carinho,


