Retomada dos pagamentos aos agentes da TSA encerra ciclo de filas recordes de 4 horas; Boston e Nova York registram melhora significativa nas operações.
A segunda-feira (30) marcou o início de um retorno à estabilidade nos principais aeroportos dos Estados Unidos. Após semanas de interrupções severas, os 50 mil agentes da Administração de Segurança de Transporte (TSA) voltaram a receber seus salários, encerrando um dos períodos mais caóticos da história recente da aviação americana.
Desde meados de fevereiro, os funcionários da TSA trabalhavam sem remuneração devido a um impasse orçamentário no Congresso. O resultado foi um recorde de absenteísmo que chegou a 12,4% na última sexta-feira, com picos de 45% de faltas em cidades como Baltimore, Atlanta e Nova Orleans. No Aeroporto JFK, em Nova York — principal hub para viajantes de Massachusetts —, mais de um terço da força de trabalho não compareceu ao posto na última semana.
Intervenção Emergencial
A normalização ocorre após o presidente assinar uma diretiva de emergência na última sexta-feira. A medida contornou a falha do Congresso em financiar o Departamento de Segurança Interna (DHS), garantindo que os pagamentos fossem processados imediatamente. Relatos em redes sociais confirmam que os salários começaram a cair nas contas bancárias dos agentes já na manhã desta segunda-feira.
O impasse político teve como pano de fundo exigências de parlamentares democratas por reformas nas regras de imigração do ICE, após incidentes fatais envolvendo agentes em Minneapolis. Enquanto o debate legislativo continua, a segurança aeroportuária foi tratada como prioridade para evitar o colapso do sistema de transporte durante o recesso de primavera (Spring Break), que registra um volume de viagens 5% superior ao do ano passado.
Impacto nas Operações e Segurança
Durante o pico da crise, passageiros enfrentaram filas de segurança que excederam 4 horas, as mais longas nos quase 25 anos de existência da agência. Para mitigar o caos, cerca de cem agentes de imigração e oficiais de investigações de segurança interna foram deslocados para 14 aeroportos estratégicos para auxiliar na triagem.
Embora as operações estejam voltando ao normal, as cicatrizes da paralisação permanecem: mais de 500 agentes de segurança pediram demissão desde o início de fevereiro, o que pode gerar gargalos pontuais em médio prazo até que novas contratações sejam efetuadas.
Fonte: Reuters







