Proposta da Comissão de Segurança prevê cobranças em moeda local e proibição de embarcações ligadas aos EUA e Israel na rota por onde passa 20% do petróleo mundial.
Em um novo desdobramento da crise no Oriente Médio, a Comissão de Segurança do Parlamento do Irã aprovou, nesta segunda-feira (30), uma proposta para regulamentar e cobrar tarifas de embarcações que atravessam o Estreito de Ormuz. A medida visa fortalecer a soberania iraniana sobre a região, que é o principal gargalo logístico do mercado de energia global.
Segundo informações da emissora estatal IRIB, o projeto estabelece que as taxas de trânsito sejam pagas em rial iraniano (moeda local). Além das regras financeiras, o texto proíbe explicitamente a passagem de navios com bandeira ou ligações diretas com os Estados Unidos e Israel.
Impacto no Mercado Global de Energia
O Estreito de Ormuz é vital para a economia mundial, sendo a via de escoamento de aproximadamente 15 milhões de barris de petróleo por dia. Devido às recentes tensões e restrições na região, esse volume tem sofrido acúmulo no Golfo Pérsico, gerando forte instabilidade nos preços internacionais do barril.
Contexto de Guerra
A decisão surge como resposta direta ao conflito iniciado em 28 de fevereiro, marcado por ofensivas conjuntas entre forças americanas e israelenses contra o território iraniano.
- Baixas no Governo: O conflito resultou na morte do antigo líder supremo, Ali Khamenei.
- Nova Liderança: Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder, assumiu o comando do país sob críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, que classificou a escolha como um “grande erro”.
- Crise Humanitária: Dados de agências de direitos humanos apontam que mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início das hostilidades.
Desdobramentos Regionais
A guerra já transbordou para países vizinhos. O governo de Teerã realizou ataques contra interesses americanos em nações como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar. Enquanto isso, no Líbano, o Hezbollah mantém confrontos ativos com Israel em solidariedade ao regime iraniano.
Analistas internacionais alertam que a implementação de um “pedágio” no estreito pode escalar ainda mais o conflito, transformando uma disputa militar em uma crise logística sem precedentes para o comércio marítimo.
Fonte: Metrópoles







