A Justiça paulista responsabilizou o influenciador pela colisão ocorrida em agosto de 2025 e a ex-companheira pela exposição e pelas ofensas às vítimas nas redes sociais; somadas, as indenizações passam de R$ 211 mil.

A ação foi movida por Edilson Maiorano, Ivan Bartalot Pereira Maiorano e Debora Bartalot Pereira. Segundo os autos, Gato Preto dirigia uma Porsche em alta velocidade, depois de consumir álcool e drogas, quando atingiu o carro ocupado por Edilson e Ivan. Os dois ficaram feridos, e os ocupantes da Porsche teriam deixado o local sem prestar assistência.
Bia Miranda, que estava como passageira, gravou a cena e publicou as imagens nas redes sociais, chamando Edilson de “senhorzinho” e o veículo de “lixo”. Foi essa conduta posterior — e não a colisão em si — que a levou à condenação.
O que a sentença considerou

A decisão foi proferida em 16 de setembro pelo juiz Gustavo Coube de Carvalho, que considerou comprovada a responsabilidade do influenciador pela batida. Um exame toxicológico identificou álcool etílico, MDA e THC na urina dele.
O magistrado reconheceu os danos morais sofridos por pai e filho, levando em conta as lesões físicas de Ivan, a necessidade de acompanhamento médico por meses e os impactos psicológicos relatados. Edilson presenciou o filho ferido e preso ao airbag e relatou ameaças no local.
Quanto cada um vai pagar
- Gato Preto: cerca de R$ 1,3 mil a Ivan por danos materiais, R$ 100 mil por danos morais ao jovem e R$ 60 mil a Edilson.
- Bia Miranda: R$ 30 mil para Edilson e R$ 20 mil para Ivan, totalizando R$ 50 mil.
- Somadas, as indenizações determinadas ultrapassam R$ 211 mil.
Outros pedidos foram rejeitados. O ressarcimento pelos danos ao automóvel foi negado porque a seguradora já havia pago mais de R$ 50 mil, e despesas sem comprovante ficaram de fora, assim como o pedido de indenização apresentado por Débora. Sobre Bia, o juiz destacou que a alegação de que ela gravou o episódio apenas para informar os seguidores sobre seu estado de saúde não foi aceita.







