Partido quer ampliar a fiscalização sobre o governo e empresas ligadas à administração. Casa Branca nega irregularidades e acusa adversários de motivação política.

Após conquistar a maioria na Câmara e no Senado nas eleições de terça-feira (3), os democratas começaram a definir uma agenda de investigações sobre o governo de Donald Trump, os negócios de sua família e as relações da administração com empresas privadas.
Segundo reportagem da Reuters publicada na quinta-feira (5), a estratégia pretende colocar suspeitas de corrupção no centro do debate político até a eleição presidencial de 2028.
Negócios da família e acordos com empresas entram no radar

Robert Garcia, que deve presidir a Comissão de Fiscalização da Câmara, e Ron Wyden, cotado para liderar a Comissão de Finanças do Senado, sinalizaram que pretendem usar os poderes das comissões para cobrar informações.
Wyden anunciou a intenção de examinar acordos entre o governo e farmacêuticas sobre preços de medicamentos. Negócios da família Trump, doadores republicanos e empresas contratadas pelo governo também estão entre os possíveis alvos.
Senador já pede documentos a empresas de tecnologia
Em outra frente, o senador Richard Blumenthal solicitou documentos a empresas que fizeram doações ao projeto do salão de festas de Trump. Segundo a Reuters, Apple, Meta, Google, Nvidia, Amazon e Microsoft estão entre as companhias procuradas.
O parlamentar pediu a entrega voluntária dos registros e sinalizou a possibilidade de intimações em janeiro. Também cobrou informações da Comissão Federal de Comunicações sobre decisões envolvendo empresas de mídia.
Casa Branca contesta a iniciativa
A administração Trump negou irregularidades. A porta-voz Lauren Bis afirmou à Reuters que investigações politicamente motivadas prejudicariam os interesses da população americana.
A preparação dessas apurações não representa uma conclusão sobre as condutas que poderão ser examinadas.
Advogados ouvidos pela Reuters apontam que os democratas precisarão definir pedidos específicos e selecionar prioridades para evitar disputas judiciais prolongadas com a Casa Branca. A capacidade de transformar os anúncios em fiscalização efetiva dependerá dessas escolhas.







