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Governo Trump cancelou ilegalmente bolsas de Harvard, decide juíza

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Corte de verba é considerado ilegal

Uma juíza federal dos Estados Unidos decidiu nesta quarta-feira (3) que o governo de Donald Trump cancelou ilegalmente cerca de US$2,2 bilhões (equivalente a R$11,9 bilhões) em bolsas concedidas à Universidade Harvard. A magistrada também determinou que a administração federal não pode mais cortar o financiamento de pesquisas para a instituição.

Vitória judicial de Harvard

A decisão da juíza Allison Burroughs marcou uma importante vitória jurídica para Harvard, que busca fechar um acordo que pode encerrar o conflito da Casa Branca com a universidade mais antiga e rica do país.

Harvard como alvo político

A instituição, sediada em Cambridge, Massachusetts, tornou-se o foco central da ampla campanha do governo para pressionar mudanças nas universidades americanas, que, segundo Trump, estariam dominadas por ideologias anti semitas e de “esquerda radical”.

Acordos com outras universidades

Três outras universidades de elite dos EUA fecharam acordos com o governo Trump, incluindo a Universidade de Columbia, que em julho concordou em pagar US$220 milhões (R$1,1 bilhão) para restaurar verbas federais rejeitadas. Os fundos haviam sido bloqueados com a justificativa de que a universidade permitiu que o antissemitismo se alastrasse no campus.

Conflito após guerra em Gaza

Assim como em Columbia, o governo Trump tomou medidas contra Harvard devido ao movimento de protesto pró-palestino que abalou universidades após o ataque do Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023, e a guerra em Gaza.

Trump exigiu acordo bilionário

Durante reunião de gabinete em 26 de agosto, Trump exigiu que Harvard pagasse “nada menos que US$500 milhões” como parte de um acordo. “Eles têm sido muito ruins”, disse o presidente à secretária de Educação, Linda McMahon.

Retaliações contra Harvard

Entre as primeiras ações contra Harvard estava o cancelamento de centenas de bolsas de pesquisadores, sob a alegação de falhas no combate ao assédio a estudantes judeus no campus. Desde então, o governo Trump tentou impedir a presença de estudantes estrangeiros, ameaçou o credenciamento da instituição e abriu caminho para novos cortes, alegando violações da lei federal de direitos civis.

Defesa de Harvard

A universidade afirmou ter tomado medidas para proteger estudantes judeus e israelenses, que sofreram tratamento “cruel e repreensível” após o início da guerra em Gaza. O presidente de Harvard, Alan Garber, afirmou que as exigências do governo iam muito além da luta contra o antissemitismo e buscavam controlar as “condições intelectuais” no campus

Pressão política e ideológica

As demandas incluíam reestruturar a governança, alterar práticas de contratação e admissão para garantir equilíbrio ideológico e encerrar programas acadêmicos específicos. Após a recusa de Harvard, a instituição afirmou que o governo retaliou cortando financiamentos vitais para pesquisa científica e médica, violando proteções da Primeira Emenda.

Juíza já havia barrado restrições

A juíza Allison Burroughs, nomeada por Barack Obama, já havia barrado em outro caso a tentativa do governo de proibir Harvard de receber estudantes estrangeiros, que representam cerca de um quarto do corpo discente da universidade.

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