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Estados Unidos iniciam bloqueio naval no Estreito de Ormuz nesta terça-feira e anunciam cobrança de taxa de 20% sobre cargas

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Operação militar restringe tráfego de embarcações ligadas ao Irã e estende fiscalização a toda a costa do país; Teerã contesta medida e emite alerta de retaliação a nações vizinhas que cooperarem com Washington.

A tensão geopolítica no Oriente Médio voltou a se agravar. Começa a operar pontualmente às 17h (horário de Brasília) desta terça-feira (14) o bloqueio naval dos Estados Unidos contra embarcações ligadas ao Irã no Estreito de Ormuz.

Junto ao início da operação militar, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que os EUA passarão a cobrar uma taxa de 20% sobre o valor de toda a carga transportada pela hidrovia para cobrir os custos operacionais de segurança das forças americanas na região.

“O Estreito de Ormuz está aberto e permanecerá aberto, com ou sem o Irã. Os EUA serão, a partir deste momento, conhecidos como ‘o guardião do Estreito de Ormuz’, mas, como tal, e por uma questão de justiça, serão reembolsados em 20% de toda a carga transportada”, publicou o presidente na rede social Truth Social.

A medida gerou reação diplomática imediata. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou publicamente a imposição da tarifa de navegação por parte de Washington, afirmando que “antigamente isso se chamava pirataria”.

O funcionamento do bloqueio e as regras de trânsito

Diferente de ações anteriores de patrulhamento, a nova fase determinada pela Marinha dos Estados Unidos expande significativamente o perímetro de monitoramento na região do Golfo Pérsico.

  • Bloqueio Total Costeiro: A fiscalização naval agora se estende por toda a extensão da costa do Irã. O objetivo declarado pelo governo americano é conter o tráfego de embarcações com origem ou destino em portos e terminais petrolíferos iranianos.
  • Fiscalização e Inspeções: Embora o Pentágono afirme que o chamado “trânsito neutro” e o transporte de ajuda humanitária continuem autorizados, todas as embarcações que utilizarem a rota serão submetidas a inspeções militares e à cobrança da taxa de 20% sobre as mercadorias.

A imposição do bloqueio encerra a vigência do acordo de paz provisório assinado entre os dois países em junho de 2026, que previa justamente a suspensão das restrições navais no canal.

Terceira noite de bombardeios contra infraestrutura militar

A ativação do bloqueio ocorre poucas horas após o Comando Central dos EUA (CENTCOM) concluir a sua terceira noite consecutiva de bombardeios aéreos contra posições iranianas.

A ofensiva militar durou cerca de 5 horas e teve como alvo reduzir a capacidade do Irã de realizar ataques contra o transporte marítimo comercial.

Principais cidades iranianas atingidas:

  • Bushehr e Bandar Abbas (centros portuários e de infraestrutura naval);
  • Jask, Chah Bahar e Konarak (bases de apoio costeiro);
  • Ilha de Abu Musa (posição de monitoramento avançado no interior do Estreito).

Irã contesta bloqueio e adverte países vizinhos

O comando militar do Irã reagiu formalmente aos anúncios da Casa Branca e declarou que não permitirá a interferência dos Estados Unidos na administração ou no trânsito do Estreito de Ormuz. Em nota oficial, a Guarda Revolucionária alertou que qualquer travessia sem autorização iraniana será contestada militarmente.

O governo de Teerã também direcionou um alerta direto aos países da região do Golfo Pérsico que abrigam bases operacionais americanas:

“Aos líderes dos países da região: qualquer cooperação com os Estados Unidos será considerada um ato de guerra contra o Irã.”

Com o início oficial das operações de bloqueio nesta tarde, o mercado global de commodities opera em estado de atenção. Analistas alertam que a cobrança de tarifas militares e o risco de novos confrontos diretos na hidrovia podem provocar forte instabilidade nos preços globais de petróleo e gás nas próximas horas.

Fonte: Metrópoles

Zimny Magazine

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