Processo será supervisionado por comitê do “Conselho da Paz” e prevê a transição do poder para um novo governo palestino acompanhado da retirada das forças israelenses.
Em pronunciamento realizado na noite desta quinta-feira (30), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ter firmado um acordo para o desarmamento completo do Hamas e de todas as demais facções armadas em atividade na Faixa de Gaza. A existência do tratado foi confirmada por representantes do grupo palestino, em informações divulgadas pela agência AFP e pela emissora britânica BBC.
O plano prevê que o processo de desmilitarização ocorra em etapas ao longo das próximas semanas. À medida que as armas forem entregues, as forças de defesa de Israel retirarão suas tropas do território, abrindo espaço para a entrada de uma força internacional de estabilização e a implementação de uma nova polícia palestina.
Estrutura do Novo Governo e o “Conselho da Paz”
De acordo com porta-vozes do Hamas, o controle e armazenamento dos armamentos recolhidos ficarão sob responsabilidade exclusiva de um Comitê Nacional, órgão técnico criado no âmbito do Conselho da Paz — iniciativa lançada por Trump no Fórum Econômico Mundial de Davos, em janeiro deste ano, para gerir a reconstrução e a segurança de Gaza.
A transição administrativa busca estabelecer uma gestão tecnocrática independente, afastando temporariamente do comando tanto o Hamas quanto a Autoridade Palestina.
“A ação representa um passo histórico rumo à paz duradoura na região”, afirmou Trump em publicação em suas redes sociais, atribuindo o avanço diplomático à mediação direta realizada em parceria com os governos do Egito, Catar e Turquia.
Exigências de Israel e Ceticismo Internacional
Apesar do anúncio da Casa Branca, fontes políticas de Tel Aviv mantêm tom de cautela. Representantes do governo israelense reiteraram que a desmilitarização total e a verificação rígida da retirada de todo o arsenal de Gaza permanecem como pré-condições inegociáveis antes de qualquer avanço na retirada definitiva das tropas.
O “Conselho da Paz”, presidio de forma vitalícia por Donald Trump, segue sob olhar atento de analistas internacionais por centralizar as decisões fora do escopo da Organização das Nações Unidas (ONU). Importantes nações europeias e o governo brasileiro optaram por não integrar o conselho no momento de sua criação, exigindo maior representatividade diplomática palestina.
O novo tratado é apresentado como um desdobramento do plano de paz assinado em outubro de 2025, que buscou encerrar os dois anos de conflito direto na região.
Fonte: G1







