Assessor econômico de Donald Trump afirma que normalização do tráfego marítimo é sinal de enfraquecimento do Irã; governo americano monitora oferta de combustível na Ásia para evitar desabastecimento.
O assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou nesta terça-feira (17) que o fluxo de petroleiros pelo Estreito de Ormuz começou a ser restabelecido, ainda que de forma lenta. Em entrevista à CNBC, Hassett destacou que a movimentação é um indicativo de que as tentativas do Irã de bloquear a rota estratégica estão perdendo força e que o conflito no Oriente Médio pode estar próximo de um desfecho.
“Já se vê petroleiros começando a passar lentamente pelo Estreito, e acho que isso é um sinal de quão pouco resta ao Irã”, declarou o assessor. Segundo o governo dos Estados Unidos, a expectativa é que a guerra termine “em semanas, não em meses”.
Impacto nos Preços e Refino
Apesar do otimismo quanto ao fim das hostilidades, a Casa Branca monitora o tempo de resposta do mercado. Hassett previu que as repercussões positivas nos preços dos combustíveis devem ser sentidas em algumas semanas, prazo necessário para que a carga dos navios chegue às refinarias.
No entanto, há um ponto de atenção no radar de Washington: a redução das exportações de petróleo refinado vindas da Ásia.
- O Alerta: O governo americano identificou sinais de que países asiáticos podem estar retendo estoques para garantir a própria segurança energética, o que poderia impactar a oferta interna nos EUA.
- A Resposta: Hassett afirmou categoricamente que a gestão Trump já possui um plano de contingência para mitigar esse risco.
Geopolítica: EUA, China e o Fator Irã
O cenário de guerra forçou mudanças na agenda diplomática. Na última segunda-feira (16), o presidente Donald Trump solicitou o adiamento do encontro com o líder chinês, Xi Jinping, para manter o foco total nas operações contra o Irã.
Para a Casa Branca, a ação militar americana atende aos interesses globais, inclusive os de Pequim. “Este é um caso em que os objetivos de ambos os países estão alinhados, pois queremos um mercado mundial de petróleo estável”, explicou Hassett, acrescentando que espera “alguma gratidão” por parte dos chineses quando a estabilidade for retomada.
Fonte: Metrópoles







