Chanceler Abbas Araqchi afirma que medidas visam “passagem segura” na hidrovia estratégica; Teerã acusa Washington de falta de boa vontade nas negociações de cessar-fogo.
O governo do Irã revelou estar trabalhando na formulação de novos regulamentos para o Estreito de Ormuz, uma das hidrovias mais vitais do mundo, por onde escoa cerca de 20% do petróleo global. O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, durante reunião com o vice-ministro das Relações Exteriores da Noruega, Andreas Motzfeldt Kravik, nesta terça-feira (12).

Araqchi defendeu que, como Estado litorâneo, o Irã tem o direito de estabelecer medidas executivas que facilitem a passagem segura pela região, em conformidade com o direito internacional. No entanto, o chanceler ressaltou que a instabilidade atual na área é um reflexo direto da “agressão militar e do bloqueio naval” promovidos pelos Estados Unidos e pelo regime israelense.
Diplomacia e Acusações
O encontro em Teerã também serviu como palco para duras críticas à Casa Branca. O ministro iraniano acusou Washington de desonestidade e de adotar uma retórica provocativa que trava os avanços para um possível cessar-fogo. “Faltam boa vontade e honestidade nas negociações por parte dos americanos”, afirmou Araqchi, citando exigências consideradas excessivas pelos diplomatas iranianos.
“Guerra de Agressão”
Nesta quarta-feira (13), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, elevou o tom ao convocar a comunidade internacional contra o que chamou de “guerra de agressão” contra o povo persa. Em um pronunciamento incisivo, Baqaei declarou que o conflito atual ultrapassa questões geopolíticas: “Esta é uma guerra que determinará o próprio significado de ‘bem’ e ‘mal’ no futuro”.
Enquanto o Irã busca consolidar sua influência na “zona estratégica” do estreito, países europeus, representados pela Noruega, reforçam a necessidade de soluções diplomáticas urgentes para evitar que o mundo mergulhe em um abismo de anarquia e instabilidade econômica.
Fonte: Opera Mundi







