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“Anjo da Guarda” Pago: Trump afirma que EUA vão assumir controle do Estreito de Ormuz e exigir reembolso mundial

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Presidente americano sobe o tom em entrevista à Fox, rechaça proteger a rota petrolífera “de graça” e aprofunda crise militar com o Irã.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subiu mais um degrau na retórica de confronto no Oriente Médio nesta segunda-feira (13). Em entrevista à emissora Fox, o republicano declarou que as forças armadas dos EUA assumirão o controle definitivo sobre o Estreito de Ormuz e que o país exigirá uma compensação financeira internacional para atuar como o garantidor da segurança na via marítima por onde passa um quinto do petróleo do planeta.

“Vamos manter o estreito e provavelmente vamos administrá-lo. Nos tornaremos os guardiões do estreito. Talvez vamos chamar de ‘anjo da guarda’ do estreito. E deveríamos ser reembolsados por isso. Quando fizermos isso, seremos reembolsados”, disparou Trump.

O mandatário americano reforçou que os aliados globais e as nações dependentes do petróleo da região não podem esperar que os EUA banquem os custos operacionais da frota sozinhos. “Nós protegemos o estreito por mais de 50 anos e nunca fomos pagos por isso. Eles fizeram todo o dinheiro. Protegemos por nada, agora seremos pagos, muito dinheiro”, concluiu.

Guerra de Narrativas no Fim de Semana

As declarações agressivas da Casa Branca jogam ainda mais combustível no cenário que se desenhou entre o sábado e o domingo, expondo uma colisão aberta de versões entre Washington e Teerã sobre o real status de navegabilidade do canal:

  • A versão do Irã: O governo iraniano emitiu comunicados formais reforçando que a navegação comercial em Ormuz segue totalmente suspensa e que a rota foi fechada para assegurar a soberania local após os bombardeios americanos.
  • A versão dos EUA: O Pentágono desafiou Teerã publicamente, alegando que os navios de guerra dos EUA e a coalizão internacional estão na área e garantem a abertura contínua e a passagem segura pelo estreito, desconsiderando as ordens de bloqueio do país vizinho.

Como Chegamos Aqui: A Cronologia do Conflito

A escalada que ameaça congelar o abastecimento global de energia se arrasta desde o início do ano, mas degringolou nas últimas duas semanas:

PeríodoEvento e Impacto Geopolítico
Fevereiro de 2026O Irã fecha o Estreito de Ormuz após uma sequência de ataques coordenados de EUA e Israel. O preço internacional do barril de petróleo dispara.
Junho de 2026Diplomacia avança. EUA e Irã assinam um memorando de entendimento para uma trégua provisória. Operação de reabertura gradual do estreito é iniciada.
Quarta-feira (8/7)Fim do Pacto: Trump rasga o memorando de junho, acusando o Irã de sabotar petroleiros comerciais. Forças do CENTCOM atacam 140 alvos militares iranianos.
Hoje (13/7)Trump propõe a ocupação operacional da rota sob o pretexto de “cobrança de serviços de segurança” global.

Enquanto o preço do barril flutua ao sabor dos comunicados militares, a proposta de Trump de transformar a proteção de Ormuz em um serviço “monetizado” deve gerar forte reação não apenas de adversários, mas também de aliados tradicionais da OTAN e de grandes importadores asiáticos, que agora enfrentam o risco de um pedágio militarizado na artéria mais vital do comércio mundial.

Fonte: Metrópoles e Fox News

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