Decisão da agência dos EUA libera o remédio à base de tirzepatida para prevenir infarto, AVC e morte por causas cardíacas em adultos com diabetes tipo 2.
A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de saúde dos Estados Unidos, autorizou uma nova indicação para o Mounjaro (medicamento à base de tirzepatida). O remédio, que já era indicado para o controle da glicose no sangue, agora está oficialmente liberado para reduzir o risco de eventos cardiovasculares graves em adultos com diabetes tipo 2 que apresentam alto risco cardíaco.
A medida busca combater uma das principais complicações da doença, uma vez que problemas no coração estão entre as maiores causas de morte entre pessoas diagnosticadas com diabetes.
Estudo aponta redução de riscos
A aprovação da FDA foi baseada em um ensaio clínico internacional de grande escala, que acompanhou mais de 13 mil pacientes ao longo de aproximadamente quatro anos e meio.

O levantamento comparou a eficácia do Mounjaro diretamente com o Trulicity, sem a utilização de placebo — sendo a primeira pesquisa do tipo a comparar dois tratamentos da mesma classe.
Os resultados demonstraram uma redução de 8% na taxa de eventos cardiovasculares graves entre os usuários da tirzepatida. A análise considerou desfechos como:
- Infarto não fatal.
- Acidente Vascular Cerebral (AVC) não fatal.
- Morte por causas cardíacas.
Mecanismo de ação e cenário no Brasil
A tirzepatida atua imitando a ação de dois hormônios gastrointestinais: o GIP e o GLP-1. Essa combinação estimula a secreção de insulina quando os níveis de açúcar no sangue sobem, retarda o esvaziamento gástrico e atua em receptores cerebrais ligados à saciedade, promovendo também a perda de peso.
De acordo com o estudo, os efeitos colaterais mais comuns mantiveram o perfil já conhecido do produto, concentrando-se em reações gastrointestinais leves a moderadas no início do tratamento.
Situação no Brasil: Atualmente, a Anvisa aprova o Mounjaro para o tratamento de diabetes tipo 2 e para o controle de peso (associado a dieta e exercícios). O uso do medicamento focado na redução direta de risco de AVC e infarto ainda não consta na bula aprovada no país.
Fonte: Metrópoles







