O paciente faz parte do grupo de 17 repatriados que chegaram aos EUA nesta segunda-feira; autoridades divergem sobre a conclusão dos testes, mas mantêm isolamento rigoroso.
Um passageiro americano testou positivo para o hantavírus após o desembarque do navio de luxo Hondius, que enfrentou um surto da doença em alto-mar. O indivíduo, cuja identidade não foi revelada, aterrissou na madrugada de hoje em Omaha, Nebraska, e foi imediatamente encaminhado para uma unidade de tratamento de patógenos especiais.
O Caso Positivo e a Divergência nos Testes
A situação clínica do passageiro gerou um debate técnico entre autoridades internacionais. Segundo o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA (HHS):
- O teste realizado inicialmente foi considerado um “positivo fraco” pelas autoridades americanas.
- O Ministério da Saúde da Espanha, no entanto, classificou os resultados como “inconclusivos”, alegando que uma segunda análise deu negativo e que o paciente não apresentou sintomas enquanto esteve em Cabo Verde.
Apesar da discordância, o governo dos Estados Unidos decidiu tratar o caso como positivo confirmado, aplicando o protocolo de biocontenção máxima para garantir que não haja transmissão da variante andina do vírus — a única conhecida por permitir o contágio entre humanos através de contato próximo.
Unidade de Biocontenção vs. Quarentena
Diferente dos outros 15 americanos que estão em uma unidade de monitoramento (descrita como um ambiente similar a um hotel), o passageiro que testou positivo — e um segundo viajante que apresenta sintomas leves — recebem cuidados em espaços de biocontenção hospitalar.
A Dra. Angela Hewlitt, diretora médica da Unidade de Biocontenção de Nebraska, informou que o paciente em tratamento está sendo monitorado continuamente. Embora o quadro atual seja estável, a equipe médica está preparada para intervir caso a doença evolua para a Síndrome Cardio-Pulmonar por Hantavírus (SCPH), que possui alta taxa de letalidade.
Protocolo de 42 Dias
O CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) estabeleceu que este passageiro e os demais contatos próximos deverão passar por um período de observação de até 42 dias.
- Transmissão: O risco para o público geral em Omaha é considerado “muito baixo”, já que o vírus exige contato prolongado para se espalhar.
- Isolamento: O paciente só poderá receber alta para isolamento domiciliar após cumprir todas as etapas de segurança e demonstrar que possui suporte para não expor a comunidade.
Investigação sobre a Origem
A principal linha de investigação da OMS sugere que a infecção pode ter ocorrido antes do embarque, em um passeio terrestre na Argentina. O foco agora é entender como o vírus se comportou dentro do navio para evitar que novos casos surjam entre os repatriados durante o período de incubação.
Fonte: NBC Boston







