Pela primeira vez, cerimônia em Nova York inclui sétimo minuto de silêncio pelas milhares de vítimas de doenças pós-atentado; tributos ocorrem também no Pentágono e na Pensilvânia.
Vinte e cinco anos após o ataque mais mortal em solo americano, os Estados Unidos prestaram homenagens na sexta-feira às quase 3.000 pessoas que perderam a vida em 11 de setembro de 2001. As cerimônias relembraram as vítimas do World Trade Center, do Pentágono e da queda do voo na Pensilvânia, refletindo também sobre os impactos do atentado que continuam a moldar a sociedade e a política externa do país.
Em Nova York, familiares das vítimas se reuniram no Marco Zero, em Lower Manhattan, acompanhados do vice-presidente JD Vance e de quatro ex-presidentes norte-americanos. A homenagem teve início às 8h46 (horário local), momento exato em que o primeiro avião atingiu a Torre Norte.
Pela primeira vez nas cerimônias oficiais, foi instituído um sétimo minuto de silêncio.

O momento homenageou os milhares de socorristas, trabalhadores e moradores que morreram ao longo dos últimos 25 anos devido a doenças e complicações de saúde decorrentes da exposição à poeira tóxica no local.
Somente no Corpo de Bombeiros de Nova York (FDNY), mais de 600 membros morreram por enfermidades ligadas ao 11 de setembro desde 2001, somando-se aos 343 bombeiros que perderam a vida no próprio dia dos ataques.
Homenagens no Pentágono e na Pensilvânia
No Pentágono, em Arlington (Virgínia), o presidente Donald Trump e o secretário de Defesa Pete Hegseth discursaram em memória às 184 pessoas mortas no local.

Durante a cerimônia, foram relembradas histórias pessoais das vítimas a bordo do voo que atingiu o prédio público.
Simultaneamente, familiares e cidadãos se reuniram em Shanksville, Pensilvânia, local onde caiu o voo 93 da United Airlines após a reação dos passageiros contra os sequestradores a bordo.
Impacto geracional e desafios sociais
Além do impacto emocional que persiste entre sobreviventes e familiares das vítimas, o aniversário de 25 anos destacou como os atentados redefiniram a política de segurança, a atuação internacional e o clima social nos EUA:
- Legado do combate ao terrorismo: A resposta militar e geopolítica iniciada em 2001 desdobrou-se em longos conflitos na Ásia Central e no Oriente Médio, alterando permanentemente as diretrizes de defesa do país.
- Impacto social interno: Comunidades muçulmanas e imigrantes no país continuam enfrentando reflexos no ambiente social e episódios de discriminação intensificados nas últimas duas décadas.
- Preservação da memória: Para as novas gerações que nasceram após 2001, familiares e organizações reforçam a importância de manter vivos o histórico dos eventos e a memória daqueles que perderam a vida.
Fonte: Reuters







