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Irã rejeita plano de paz de Trump e apresenta contraproposta: “Desconectado da realidade”

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Teerã confirmou o recebimento do documento de 15 pontos enviado pelos EUA via Paquistão, mas classificou as exigências como “excessivas”. Fontes indicam que resposta inicial não é positiva.

O governo do Irã rejeitou oficialmente, nesta quarta-feira (25), a proposta de paz elaborada pela gestão Donald Trump para encerrar o conflito no Oriente Médio. Através da emissora estatal Press TV, Teerã afirmou que o plano norte-americano é “excessivo e desconectado da realidade do campo de batalha”, protocolando uma contraproposta logo em seguida.

A negativa ocorre poucas horas após o Paquistão confirmar a entrega do documento de 15 pontos às autoridades iranianas. Em tom desafiador, o governo iraniano declarou que “Trump não será quem ditará o fim da guerra” e que as ações defensivas continuarão até que suas próprias condições sejam atendidas.

Os pontos de atrito

Embora o conteúdo oficial não tenha sido divulgado na íntegra, detalhes apurados pela imprensa internacional indicam que as exigências de Washington tocam em feridas profundas do regime iraniano:

  • Programa Nuclear: Desativação das usinas de Natanz, Isfahan e Fordow, além do compromisso permanente de não buscar armas nucleares.
  • Mísseis e Alianças: Limitação do arsenal de mísseis balísticos e fim do financiamento a grupos como Hamas e Hezbollah.
  • Navegação: Criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz, ponto vital para o escoamento de petróleo global.

Diplomacia sob fogo cruzado

A entrega do plano acontece em um cenário de mensagens contraditórias. Enquanto Trump afirma em Washington que os iranianos “querem fazer um acordo”, a liderança em Teerã ironiza, dizendo que o republicano “negocia consigo mesmo”.

Apesar do impasse, canais de mediação seguem abertos. Além do Paquistão, a Turquia surge como um possível mediador, com fontes indicando que reuniões presenciais entre representantes dos dois países podem ocorrer em Islamabad nos próximos dias.

O custo do conflito

Iniciado em 28 de fevereiro, o conflito já impacta severamente os mercados globais. No Irã, o balanço de vítimas e a crise econômica pressionam o governo, enquanto nos EUA, pesquisas recentes mostram uma queda na aprovação da campanha militar, o que aumenta a urgência de Trump por uma vitória diplomática antes das eleições de meio de mandato.

Fonte: G1

Zimny Magazine

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