Presidentes concordam em manter rota petrolífera aberta e reafirmam que o Irã não deve possuir armas nucleares; pauta sobre Taiwan foi evitada no comunicado oficial.
Em um comunicado oficial divulgado nesta quinta-feira (14/5), a Casa Branca descreveu como “positiva” e “boa” a reunião de aproximadamente duas horas entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping. O encontro, realizado em solo chinês, focou em pontos de convergência estratégica, especialmente no que diz respeito à segurança energética e estabilidade no Oriente Médio.
De acordo com a nota, ambos os presidentes concordaram que o Estreito de Ormuz — via crucial por onde transita um quinto do petróleo mundial — deve permanecer aberto e livre de militarização.
Segurança e Energia
Um dos pontos de maior destaque foi o alinhamento sobre o programa nuclear iraniano. “Ambos os países concordaram que o Irã jamais poderá ter uma arma nuclear”, ressaltou o governo americano. Além disso, Xi Jinping expressou oposição a qualquer tentativa de cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz e sinalizou interesse em aumentar a compra de petróleo americano, visando reduzir a dependência da China em relação à hidrovia estratégica no futuro.
O Silêncio sobre Taiwan
Embora o comunicado da Casa Branca tenha omitido o tema, a questão de Taiwan permanece como o maior ponto de fricção. Questionado por jornalistas após o encontro, Trump evitou confirmar se discutiu a venda de US$ 11 bilhões em armas para a ilha, limitando-se a dizer que a conversa foi “ótima” e elogiando a beleza da China.

Por outro lado, a mídia estatal chinesa reportou um tom mais cauteloso por parte de Xi Jinping. O líder teria alertado que a estabilidade bilateral depende diretamente de como a questão de Taiwan é administrada, afirmando que uma má gestão do tema poderia colocar a relação China-EUA em uma “situação muito perigosa”.
Cooperação Econômica
O encontro também abriu portas para o fortalecimento dos laços comerciais. Os dois lados discutiram a expansão do acesso de empresas americanas ao vasto mercado chinês e o incentivo ao investimento de capitais chineses nas indústrias dos Estados Unidos.
Fonte: Metrópoles







