Forças armadas iranianas alertam que resposta militar “superará as expectativas” após o presidente Donald Trump ameaçar atingir usinas de energia e pontes no país.
A retórica de guerra entre Washington e Teerã atingiu um novo patamar de hostilidade nesta quinta-feira (16). O governo do Irã ameaçou formalmente expandir o conflito militar no Oriente Médio para “novas frentes” caso os Estados Unidos deem continuidade à campanha de bombardeios aéreos em seu território.
A advertência ocorre em resposta direta às recentes declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, que afirmou publicamente que as forças dos EUA poderiam passar a alvejar estruturas civis estratégicas, como usinas de energia e pontes iranianas, caso as negociações bilaterais não fossem retomadas.
Retaliação proporcional e ameaça à infraestrutura regional
Portas-vozes militares do Irã subiram o tom e alertaram que a capacidade bélica do país ainda não foi totalmente empregada no conflito.
“Se a agressão dos EUA continuar, a guerra se expandirá para novas frentes. Uma parcela significativa das capacidades das forças armadas ainda não foi demonstrada. Caso as ações hostis contra o país continuem, a resposta do Irã será proporcional às circunstâncias e superará as expectativas do inimigo”, declarou Mohammad Akraminia, porta-voz do Exército iraniano.
A ameaça de destruição mútua estendeu-se também aos países aliados dos EUA na região do Golfo Pérsico. Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do Quartel-General Khatam al-Anbiya, alertou que qualquer ataque à infraestrutura interna do Irã resultará no colapso da infraestrutura de toda a região:
“Caso as recentes ameaças do presidente dos Estados Unidos sejam postas em prática, toda a infraestrutura na região será pulverizada sob os golpes de aço das forças armadas poderosas da República Islâmica do Irã.”
O Colapso Definitivo da Trégua de Junho
O atual estado de beligerância consolida o fracasso do acordo preliminar de paz assinado em 17 de junho de 2026. A trégua previa um período de 60 dias de cessar-fogo para negociações diplomáticas, mas foi declarada encerrada de forma unilateral por Washington na semana passada.
O balanço das hostilidades recíprocas:
- Ações dos EUA: Além das sucessivas ondas de ataques aéreos contra instalações de defesa na costa iraniana e na ilha estratégica de Tunb Maior, a Marinha dos EUA restabeleceu um rígido bloqueio naval no Mar Arábico contra embarcações ligadas ao Irã.
- Ações do Irã: Teerã intensificou ataques de retaliação com mísseis e drones contra bases militares norte-americanas localizadas no Kuwait, Bahrein, Jordânia e Catar. Paralelamente, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica bloqueou o tráfego comercial no Estreito de Ormuz.
Enquanto a Casa Branca justifica a ofensiva como necessária para restabelecer a livre navegação na principal rota de trânsito de combustíveis do mundo, o Irã acusa os Estados Unidos de violarem os compromissos de segurança e soberania firmados no último mês. Com a escalada militar em curso, analistas internacionais temem um cenário de guerra aberta e generalizada no Golfo.
Fonte: Metrópoles







