Decisão inédita livra Folarin Balogun de suspensão nas oitavas de final após expulsão polêmica; Federação Belga reage com indignação e fala em quebra de fair play.
Os bastidores da Copa do Mundo de 2026 foram sacudidos por uma reviravolta sem precedentes na história moderna do futebol. O Comitê Disciplinar da FIFA anunciou a suspensão da punição automática do atacante Folarin Balogun, artilheiro e principal estrela da seleção dos Estados Unidos. Com a medida, o jogador está oficialmente liberado para enfrentar a Bélgica nesta segunda-feira (6), em Seattle, pelas oitavas de final.
A decisão ocorreu após uma intervenção política direta do presidente americano, Donald Trump. Conforme revelado pelo jornal The New York Times, Trump telefonou pessoalmente para o presidente da FIFA, Gianni Infantino, questionando os critérios da expulsão e pressionando por uma revisão do caso.
O Lance da Polêmica e a Manobra Jurídica
Balogun recebeu o cartão vermelho direto do árbitro brasileiro Raphael Claus aos 19 minutos do segundo tempo na vitória dos EUA por 2 a 0 contra a Bósnia e Herzegovina, na fase anterior. Claus tomou a decisão após revisar no monitor do VAR um lance em que o atacante pisou no tornozelo do defensor Tarik Muharemović.
Pelas regras estritas de competição da FIFA, um cartão vermelho direto resulta obrigatoriamente no cumprimento de pelo menos uma partida de suspensão automática. Para contornar a regra sem anular formalmente o cartão aplicado pelo árbitro, o Comitê Disciplinar utilizou uma brecha jurídica raramente vista no primeiro escalão do esporte:
Artigo 27 do Código Disciplinar da FIFA: “A execução da suspensão automática de uma partida do jogador Folarin Balogun fica suspensa por um período probatório de um ano.”
Na prática, a FIFA aplicou uma espécie de “sursis” (suspensão condicional da pena). Se Balogun não cometer nenhuma infração de gravidade semelhante nos próximos 12 meses, não precisará cumprir o gancho. É a primeira vez desde a Copa do Mundo de 1962 que a entidade máxima do futebol abre uma exceção desse tipo para um atleta expulso em pleno Mundial.
Reações: Comemoração na Casa Branca e Revolta na Bélgica
Logo após a divulgação do parecer, Donald Trump utilizou suas redes sociais para celebrar o resultado da articulação. “Obrigado à FIFA por fazer a coisa certa e reverter uma grande injustiça!”, escreveu o presidente americano. O técnico dos EUA, Mauricio Pochettino, também endossou a liberação, classificando o cartão vermelho original como uma punição injusta para um lance sem intenção de machucar.
Por outro lado, a Real Associação Belga de Futebol (RBFA) reagiu com forte indignação. Em nota oficial, a entidade declarou-se “perplexa” e afirmou que a medida contradiz diretamente o artigo 66.4 do próprio Código Disciplinar e o regulamento oficial da Copa de 2026.
O técnico da Bélgica, Rudi Garcia, ironizou a manobra durante a coletiva de imprensa: “Eu não sabia que 5 de julho era o equivalente ao 1º de abril na FIFA”. A federação belga confirmou que estuda todas as medidas legais cabíveis para salvaguardar o princípio do fair play e a integridade ética da competição.
Ficha Técnica do Confronto
Os norte-americanos tentam igualar sua melhor campanha em Copas desde 2002, quando chegaram às quartas de final.
- Partida: Estados Unidos x Bélgica (Oitavas de Final)
- Data e Horário: Segunda-feira, 6 de julho de 2026, às 17h (horário local) / 21h (horário de Brasília)
- Local: Seattle, EUA
- Destaque: Folarin Balogun (liberado, 3 gols no torneio)
Fonte: Metrópoles







