O governo americano emitiu um aviso rígido às vésperas do Mundial: criar conteúdo monetizado ou com parcerias locais usando o visto B-2 pode resultar em deportação imediata.
Em meio ao clima de festa para o início da Copa do Mundo de 2026, o governo dos Estados Unidos emitiu um alerta severo que promete impactar centenas de criadores de conteúdo estrangeiros. A Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) e o Departamento de Segurança Interna (DHS) anunciaram que vão intensificar a fiscalização contra influenciadores digitais que ingressarem no país utilizando o visto de turista (B-2) com o objetivo de produzir materiais voltados à monetização.
De acordo com a nota oficial das autoridades americanas, a criação de conteúdo audiovisual, publicidade ou a cobertura digital do evento com enfoque na geração de receita a partir de fontes americanas durante a estadia configura violação direta dos termos do visto. Quem descumprir a regra estará sujeito a deportação imediata, cancelamento do visto e proibição de retornos futuros ao país.
O que é proibido com o visto de turista (B-2)?
O visto B-2 é estritamente voltado para lazer, turismo, tratamentos médicos e visitas familiares. Sob a atual cartilha de imigração do governo Trump, a interpretação do que constitui “trabalho informal” foi ampliada para o ambiente digital:
- Monetização local: É proibido receber pagamentos por plataformas ou marcas sediadas nos EUA enquanto estiver em solo americano;
- Publiposts e marcas locais: Fechar contratos de publicidade, permutas ou produzir conteúdo comercial para empresas dos EUA durante a viagem é ilegal;
- Inspeção rigorosa: Segundo informações de bastidores publicadas pelo jornal El País, o governo planeja aumentar as vistorias em dispositivos eletrônicos (como celulares e equipamentos de filmagem) e intensificar entrevistas em aeroportos para identificar perfis de criadores de conteúdo profissionais. A justificativa oficial da gestão é “proteger os empregos americanos”.
Visto O-1 surge como alternativa para profissionais
Para os influenciadores, jornalistas independentes e produtores que pretendem faturar alto com a cobertura do maior evento esportivo do planeta, a alternativa legal apontada pelas diretrizes migratórias é o visto O-1.
Esse documento é destinado a indivíduos com “habilidades extraordinárias” nas áreas de artes, negócios, ciências ou esportes. Ele exige comprovação de relevância de mercado e o patrocínio de uma empresa ou agente, mas confere o direito legal de realizar coberturas comerciais, fechar contratos publicitários e receber remunerações legítimas dentro dos Estados Unidos.
O peso dos EUA na Copa do Mundo 2026
O aperto na segurança e nas regras de fronteira acontece no momento em que os EUA se preparam para ser o principal palco do torneio de futebol. Embora dividam a organização com México e Canadá, os Estados Unidos vão abrigar 78 das 104 partidas programadas no novo formato de 48 seleções.
O país também será o lar exclusivo de toda a fase final a partir das quartas de final, incluindo a grande decisão do Mundial, marcada para o dia 19 de julho. Diante do fluxo massivo de turistas esperado para os próximos dias, o recado de Washington foi dado: quem quiser trabalhar na cobertura da Copa precisará estar com a documentação rigorosamente em dia.
Fonte: CNN Brasil







